28 de outubro de 2026
Encontro realizado em 27 de outubro reuniu representantes do Ibracon, CFC e CVM para discutir orientações do Ofício-Circular nº 1/2026/CVM/SNC/GNA
O Ibracon – Instituto de Auditoria Independente do Brasil realizou, ontem, 27 de outubro, o webinar “Auditoria Independente no Mercado de Capitais: Principais Pontos de Atenção”, que reuniu representantes do Instituto, do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O encontro teve como foco o Ofício-Circular nº 1/2026/CVM/SNC/GNA, publicado em 2 de setembro de 2026, que consolida esclarecimentos e orientações decorrentes das atividades de supervisão e fiscalização da CVM relacionadas à atuação dos auditores independentes no mercado de valores mobiliários.
Participaram do webinar João Carlos Castilho Garcia, vice-presidente Técnico do CFC; Madson Vasconcelos, gerente de Normas de Auditoria na Superintendência de Normas Contábeis e de Auditoria da CVM; e Rogério Mota, diretor Técnico do Ibracon.
Na abertura, João Carlos Castilho destacou a evolução do documento e a importância da atuação conjunta entre as entidades.
“O Ofício-Circular nº 1/2026/CVM/SNC/GNA fica mais robusto e mais importante a cada ano. Estão bem claros os temas de origem profissional, que são vários, e as preocupações da CVM para as companhias abertas e para os auditores independentes. São diversos temas importantes que temos tratado para os profissionais e também sobre a parte técnica. O CFC está junto com o Ibracon e com a CVM nessa iniciativa e no debate de hoje”, afirmou.
Independência e qualidade dos trabalhos
Entre os pontos discutidos durante o webinar esteve a necessidade de avaliação contínua da independência do auditor.
Madson Vasconcelos chamou a atenção para os riscos decorrentes de relacionamentos próximos entre firmas de auditoria e integrantes da governança das entidades auditadas e reforçou a importância de identificar, documentar e monitorar possíveis ameaças à independência durante todo o relacionamento profissional.
A revisão de qualidade dos trabalhos também esteve entre os temas destacados. Segundo o representante da CVM, a atuação do revisor deve envolver análise crítica, questionamentos e documentação adequada, não se restringindo ao cumprimento formal de procedimentos.
Outro ponto abordado foi a necessidade de diligência nos processos de aceitação e continuidade de clientes, inclusive em relação aos procedimentos de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. As avaliações devem considerar os riscos identificados, as informações obtidas, as medidas adotadas e os fundamentos das decisões tomadas pelas firmas.
Qualificação, ceticismo e julgamento profissional
O encontro também reforçou a importância do cumprimento das exigências relacionadas ao Exame de Qualificação Técnica (EQT), ao Programa de Educação Profissional Continuada (PEPC) e ao Programa de Revisão Externa de Qualidade.
Durante sua apresentação, Madson Vasconcelos ressaltou ainda que o julgamento profissional não substitui a realização dos procedimentos de auditoria nem a obtenção de evidências apropriadas e suficientes.
“A cada ano, buscamos uma linguagem mais direta para o regulado. Não adianta falar em teorias e em interpretações. Precisamos ser diretos e o mais claros possível. Para o evento de hoje, trouxe pontos que estão entre os mais relevantes sobre a atuação do auditor e estamos abertos ao debate com todos”, afirmou.
O ceticismo profissional foi outro aspecto enfatizado durante o encontro.
“O Ibracon reforça essa bandeira do ceticismo para o auditor independente. Esse é um dos pilares do trabalho do auditor. É importante para ter uma visão crítica do que está sendo apresentado e das evidências relacionadas ao fato que está sendo auditado”, destacou Rogério Mota.
Qualidade da auditoria e compromisso com a sociedade
As discussões também reforçaram a responsabilidade da Auditoria Independente no funcionamento do mercado de capitais e na proteção dos usuários das informações financeiras.
A emissão de uma opinião sobre as demonstrações contábeis deve estar sustentada por evidências apropriadas e suficientes, pelo cumprimento das normas profissionais e pelo exercício adequado do julgamento e do ceticismo profissional.
Ao reunir regulador, entidades representativas e profissionais da área, o webinar reforçou ainda a importância do diálogo institucional e da atualização permanente para o aprimoramento da qualidade da Auditoria Independente e o fortalecimento da confiança no mercado de capitais.
Clique aqui e confira os materiais apresentados e o vídeo do webinar na íntegra.
Por Comunicação Ibracon
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