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Terça-feira, 30 de Junho de 2020

Tecnologia, Planejamento e Pessoas: tripé essencial para o desenvolvimento das Firmas de Auditoria de Pequeno e Médio Portes no atual ambiente de negócios

Tags:covid-19

“Oportunidades e desafios para as Firmas de Auditoria de Pequeno e Médio Portes no atual ambiente de negócios” foi tema de webinar promovido pelo Ibracon

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As circunstâncias atuais decorrentes da pandemia de Covid-19 trouxeram inúmeros desafios, mas também a oportunidade para que as Firmas de Auditoria de Pequeno e Médio Portes (FAPMP) possam evoluir o seu modelo operacional e criar e diversificar os serviços prestados.

Para falar sobre isso, o Ibracon - Instituto dos Auditores Independentes do Brasil promoveu na última sexta-feira, 26, mais um Encontro de Líderes voltado especificamente às oportunidades e desafios para as FAPMP no contexto atual.

Os debatedores deste encontro foram Monica Foerster, diretora de Firmas de Auditoria de Pequeno e Médio Portes do Ibracon,sócia-diretora da Confidor e também presidente do Small and Medium Practices Committee (SMPC) da International Federation of Accountants (IFAC); e Rogério Rokembach, membro do Conselho de Administração do Ibracon e sócio-líder de Auditoria na HLB Brasil.

Em sua apresentação, Monica Foerster, destacou a dificuldade de tratar de desafios e oportunidades neste momento adverso. “Quando a gente pensa que as FAPMP já estavam enfrentando numerosos desafios antes, com toda essa situação da pandemia, a situação quase que vira de ponta cabeça e mais desafios ainda surgem”.

Considerando que todo momento de crise também é uma oportunidade de crescimento, Monica também fez questão de ressaltar o lado positivo ao dizer que “a situação tem feito a gente repensar, redimensionar uma série de atividades, uma série de operações que a gente faz, então esse é o principal aspecto a se ter em mente quando a gente pensa nas oportunidades”.

Rogério Rokembach compartilha dessa visão e é ainda mais enfático ao dizer que “quando a gente entrou na pandemia, aquela empresa que nós tínhamos terminou e mesmo tentando postergar ao máximo a chegada deste dia, ele chegou, o que nos abre a possibilidade de pensar uma nova empresa e um novo modelo de negócio”.

Os debatedores acreditam que o futuro para o qual as empresas precisavam estar preparadas chegou e as mudanças continuarão a acontecer de forma cada vez mais rápida, o que exige do mercado de auditoria e de seus profissionais respostas igualmente rápidas e fluidas. “Continuamos tendo que fazer todo o nosso trabalho, fazer frente à burocracia, e, ao mesmo tempo, estamos enfrentando uma pressão cada vez mais forte da concorrência, por honorários, mas por outro lado, nossos clientes, principalmente as Pequenas e Médias Empresas (PMES), mais do que nunca estão precisando do nosso suporte, estão precisando da nossa ajuda”, lembra Monica.

E como ter sucesso com esse novo desafio?  Os debatedores acreditam que é necessário ter a disposição de enxerga-los e interesse em uma adaptação de forma genuína. “Isso envolve ter uma mentalidade ágil, proativa, com foco em melhoria continua, ter olhar atento. Não é mais olhar sobre o serviço que queremos prestar, mas é observar o que está acontecendo no mercado, no ambiente e o que os clientes demandam”, explicam

Tecnologia

A importância da tecnologia para fazer frente a este momento é fundamental. “Não se pode pensar em atuar nessa profissão sem estar subsidiado, estruturado minimamente com equipes de tecnologia que nos ajudem a otimizar nossos processos, automatizar o que for manual e repetitivo. Só assim poderemos focar no que agrega valor, no que faz com que um relatório seja mais que um relatório, melhorando o atendimento ao nosso cliente”, diz Monica.

Ao usar a tecnologia adequada também é possível pensar na expansão dos serviços prestados, sempre tendo em vista os princípios éticos inerentes à atividade e auditoria independente, a independência, mas permitindo às firmas oferecerem outros tipos de serviços.

A identificação do suporte tecnológico adequado é algo desafiador para as FAPMP e tal desafio foi abordado pelos debatedores: seja pela seleção, cuidados com a segurança, adoção correta das Leis como a lei Geral de Proteção de Dados LGPD, e respeitando o momento de cada firma.

Pessoas

As equipes, cada vez mais, serão formadas por expertises diversas. Profissionais de Estatística, TI, Administração ou de Ciências Humanas serão necessárioas para um olhar mais holístico dos serviços prestados. “As firmas vão ter que ser reestruturadas para contemplar essa diversidade de perfis profissionais, de idade, e as novas demandas dos clientes”, alerta Monica.

Desenvolvimento de novas habilidades e competências, não somente técnicas, mas de soft skills, capacidade de empatia, de comunicação, de colaboração são requisitos para o profissional dar conta do que o mercado nos impõe atualmente.

“Capacitar e recapacitar todos, inclusive nós mesmos”, indica Rokembach, que também acredita que as firmas devem oportunizar formas para que seus colaboradores sejam digitais.

Planejamento de negócios


Acompanhar tempestivamente se algo nos rumos da firma precisa ser repensado ou modificado, considerando que as mudanças são profundas e complexas, é colocado pelos debatedores como ponto decisivo para a sustentabilidade da firma.

Esse cenário, segundo Rokembach, faz com que as firmas saiam de suas zonas de conforto, abarcando oportunidades no âmbito digital, que pode ser capaz de trazer inúmeras oportunidades. “O Ibracon já havia listado 72 oportunidades de trabalho para auditores e ainda há uma enorme gama de possibilidades que por estarmos na nossa zona de conforto, não estávamos atentos”, conclui.

Novos modelos de trabalho envolvem manter os trabalhos já realizados atualmente sem causar uma miopia sobre outros que podem ser considerados e as firmas devem estar preparadas a prestar aos clientes, acreditam os debatedores.

Quiz

Os participantes do webinar foram convidados a responder a seguinte pergunta: “Você acha que para as FAPMP que rapidamente se reinventarem nos seus modelos de trabalho, quanto às oportunidades elas terão?” E a resposta mais votada, com 29%, e que acreditam que terão acesso a mais oportunidades com rentabilidades maiores pelos seus serviços prestados, o que foi visto pelos debatedores como uma visão positiva dos participantes.

Quer ver ou rever o webinar?

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Para assistir, clique aqui.

Por Comunicação Ibracon

 

 


 

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