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Sexta-feira, 27 de Março de 2020

O impacto do coronavírus nos balanços

Por Redaçção - Opinião

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A infecção pelo coronavírus avança, em mais de 170 países e territórios, e pode gerar a maior crise financeira do mundo moderno. A economia global caminha rapidamente para a recessão. Todo esse clima de insegurança e incerteza, no dia a dia das pessoas físicas e jurídicas, contribui para uma queda expressiva na bolsa de valores ao redor do mundo, aumento da cotação do dólar, dificuldades de crédito, variação de preços, cortes de pessoal, etc.

Mas, talvez, a maior preocupação do impacto econômico da pandemia seja a diminuição ou paralisação da produção, em resposta ao vírus. Isso gera um efeito cascata, nas diversas áreas e segmentos da atividade econômica, e pode até ocasionar a falta de abastecimento de produtos.

Nesse contexto, uma das consequências, disso tudo, é a necessidade das pessoas físicas e jurídicas possuir controles para mensurar o valor das suas perdas, do ponto de vista econômico-financeiro, com a finalidade de posteriormente traçarem um plano de recuperação. Do ponto de vista contábil, a Comissão de Valores Mobiliários – CVM publicou um Ofício-Circular no 02, de 10.03.2020, sobre os efeitos do surto do coronavírus nos balanços. Em linhas gerais, as companhias de capital aberto, isto é, aquelas que negociam ações na bolsa de valores, devem divulgar criteriosamente os valores e as informações sobre os impactos econômico-financeiros da Covid-19 nos balanços, integrantes das demonstrações financeiras.

Por sua vez, os auditores independentes devem revisar cuidadosamente esses impactos nos negócios das companhias auditadas. Assim, devem ser reportados adequadamente nas demonstrações financeiras, os principais riscos e incertezas advindos desse cenário negativo. Portanto, após a divulgação deste Ofício-Circular da CVM, é provável que o Conselho Federal de Contabilidade – CFC, juntamente com o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil – Ibracon elabore, também, uma norma, estendendo essa exigência para as sociedades de capital fechado, podendo ser na forma de sociedades por ações ou limitadas. Uma das questões do impacto do coronavírus nos balanços será a dificuldade e subjetividade para mensuração e divulgação das projeções e estimativas das perdas. Existem muitas variáveis e particularidades em cada tipo de negócio e incertezas futuras.

Por essa razão, o auditor independente deve estar atento a todos esses cenários e ter o conhecimento sobre o que cada empresa auditada está enfrentando, para converter tudo isso em números. Além disso, na área de consultoria, cabe ao consultor assessorar o seu cliente, no sentido de mapear e organizar todos os dados e quantificar os valores das perdas, para que as informações sejam consistentes, claras e retratem, de forma fidedigna, a veracidade do impacto do coronavírus nos balanços das sociedades.

Fonte: Diario de Pernambuco - Opinião - 27/03/2020

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