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Quarta-feira, 12 de Junho de 2019

Planos de saúde têm alta acima da inflação

Por Paula Salati

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Os preços dos planos de saúde cresceram 382% entre 2000 e 2018, enquanto a inflação do setor de saúde (excluídos os planos e cuidados pessoais) avançou 180%. Em igual período, a inflação oficial do País, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), teve aumento de 208%.

É o que mostra um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), divulgado ontem. Por ano, a taxa média de crescimento dos planos assistenciais foi de 8,71%, enquanto os preços do setor avançaram 5,51% e o IPCA, 5,96%.

O estudo foi conduzido pelos pesquisadores Carlos Ocké, Eduardo Fiuza e Pedro Coimbra. De acordo com Ocké, uma das explicações para a elevação expressiva nesses anos é a ausência de uma regulação dos planos coletivos empresariais.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) regula, atualmente, somente os planos de saúde individuais e familiares, que são apenas 20% do mercado. Os outros 80% correspondem, justamente, aos coletivos que estão sem regulação.

Até dezembro de 2018, o teto do reajuste da assistência individual e familiar era definido pelos preços praticados nos planos coletivos, cenário que permitiu um avanço significativo da inflação do setor, explica Ocké. “Ou seja, os planos estavam sendo corrigidos por um mercado que não é regulado”, ressalta o pesquisador.

Contudo, em dezembro de 2018, a ANS aprovou uma nova metodologia para a correção dos contratos individuais e familiares. A fórmula de reajuste prevê que 80% da correção é feita com base nas despesas assistenciais, ou seja, nos gastos com os atendimentos às pessoas assistidas. Já a outra parcela de 20% é atualizada pela incidência do IPCA sobre as despesas administrativas das operadoras.

Uma das “más notícias” dessa mudança, segundo Ocké, é que a maioria dos planos continua sem regulação, já que os empresariais não entraram nesta regra. A segunda é que, para Ocké, deveria ter sido realizado mais estudos sobre a aplicação da nova fórmula, como, por exemplo, verificar como que estariam os preços dos planos de saúde, hoje, com o uso da nova metodologia.

“Nós do Ipea vamos começar a realizar pesquisas para tentar verificar os efeitos da nova fórmula de reajuste sobre os planos familiares e individuais”, informa Ocké.

Cenário adverso


A disparidade entre os valores praticados pelas operadoras privadas de saúde e a renda da população que caiu muito com a crise econômica fez com que, entre 2015 e 2018, mais de três milhões de pessoas deixassem os planos de assistência médica.

A pesquisa do Ipea mostra ainda que os planos de saúde foram patrocinados indiretamente com subsídios no valor de R$ 14,1 bilhões em 2016, originados do abatimento do imposto a pagar em Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) e Pessoa Jurídica (IRPJ).

“Num cenário de restrição fiscal, as autoridades governamentais deveriam atentar para este fato, principalmente diante das queixas dos consumidores sobre os reajustes abusivos praticados pelo mercado dos planos de saúde”, diz Ocké.

O pesquisador destaca também que outras explicações para os preços elevados dos contratos são: poucas empresas controlando o setor e a financeirização.

“Sobre este último, o que acontece hoje é que a estratégia da operadora não fica centrada somente no que ela recebe e gasta, mas também para a sua lucratividade a partir de ações operadas no mercado de capitais”, diz.

Além disso, tem outros fatores básicos que pressionam naturalmente os preços da saúde: a incorporação constante de novas tecnologias e a mão de obra extensiva e cara.

Índice do aluguel

O indicador que corrige o aluguel também segue em alta. O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,73% nos primeiros dez dias de junho, registrando variação acima da apurada no mesmo período de maio (+0,58%), segundo divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE FGV).

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 1,15% em junho, contra 0,74% em maio. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais caíram 0,52% em junho, após alta de 0,58% em maio. Já o índice correspondente aos Bens Intermediários variou 0,80% em junho, contra 1,00% no mês anterior.

Fonte: Jornal DCI - 12/06/2019

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