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Segunda-feira, 10 de Junho de 2019

Segurança Cibernética foi tema de painel durante 9ª Conferência Brasileira de Contabilidade e Auditoria Independente

Tags:conferencia2019

Evento aconteceu nos dias 10 e 11 de junho, no Teatro Bradesco, em São Paulo

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Maurício Minas, membro do Conselho de Administração do Bradesco, apresentou a palestra “Cyber Security – aplicação prática”, durante o primeiro dia da 9ª Conferência Brasileira de Contabilidade e Auditoria Independente, realizada pelo Ibracon – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil.

Minas iniciou sua explanação exibindo notícias sobre episódios de hackeamento ocorridos em várias partes do mundo, e falou de três fatores que aumentam o risco de sofrer um ataque cibernético: a falta de atualização dos controles de segurança, que acarretam 25% dos casos; a falha humana, que pode ser intencional (dolosa) ou não-intencional, e que geram 27% dos incidentes; e os ataques maliciosos, empreendidos por organizações criminosas. Estes respondem por 48% das ocorrências

“O tipo mais simples de ataque cibernético é o hackerismo, que normalmente afeta um site ou as redes sociais de uma empresa, que tem seu conteúdo alterado e eventualmente pode ficar ostentando alguma mensagem dos criminosos durante um certo período de templo”, informou Minas. “O segundo tipo de ataque é o crime cibernético em que ocorre monetização, ou seja, no qual os criminosos exigem algum tipo de resgate em dinheiro ou criptomoedas”, prosseguiu o painelista.

Finalmente, o terceiro e mais grave tipo de crime cibernético é o cyberterrorismo. “Em todos esses casos, o antídoto consiste no uso de inteligência, inclusive virtual, que permite identificar padrões’, salientou.

Minas deixou claro que não existe uma “bala de prata” para dar fim ao risco de sofrer um ataque cibernético. “O ideal é deixar a menor quantidade possível de portas para um potencial ataque”, refletiu o palestrante. “Por isso, quando uma organização se propõe a desenvolver um produto, um serviço ou uma estratégia de negócio, a questão da segurança cibernética deve estar contemplada já nas etapas iniciais do projeto”, esclareceu.

Debate abordou o tabu em relação ao tema

O debate que se seguiu à palestra de Maurício Minas teve as presenças de Adriano Corrêa, representante do Ibracon e sócio de Advisory em firma de auditoria independente, e de Paulo Carvalho, membro do Grupo de Trabalho (GT) Firmas de Auditoria de Pequeno e Médio Portes (FAPMP) do Ibracon. Valdir Coscodai, diretor de Desenvolvimento Profissional do Ibracon, atuou como moderador.

Coscodai ressaltou que havia mais de duas dezenas de perguntas para serem respondidas pelos especialistas. “Este é um bom indicativo da importância do tema para os profissionais aqui presentes”, ele disse.

Segundo Carvalho, o assunto de cyber security ainda não é priorizado e constitui verdadeiro “tabu” em diversas firmas de auditoria. Ele ressaltou que é importante ter em mente que o assunto “não é um bicho de sete cabeças”. E afirmou: “É preciso saber o que responder ao cliente que venha a ser vítima de um crime desse tipo. Além disso, é possível fazer desse limão uma limonada, transformando uma perspectiva adversa em oportunidade de negócios”, enfatizou. O painelista também defendeu que as firmas de menor porte procurem firmar parcerias com startups que possam prevenir esse tipo de risco.

Corrêa elencou os segmentos que mais sofrem ataques cibernéticos: “Saúde, instituições financeiras e serviços de infraestrutura, sendo que os últimos podem ser alvos de cyberterroristas ou objetos de ataque de países em conflito”, comentou.

Por Comunicação Ibracon

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