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Segunda-feira, 10 de Junho de 2019

Futuro da profissão entra em debate sobre cenário econômico

Discussões tiveram moderação de Eduardo Pocetti e presença de Marcos Lisboa e membros do CA do Ibracon, no primeiro dia da 9ª Conferência Brasileira de Contabilidade e Auditoria Independente

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Com moderação de Eduardo Pocetti, presidente do Conselho de Administração do Ibracon – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, o debate sobre o cenário econômico realizado após a palestra do economista Marcos Lisboa teve, além do próprio economista, as participações de Alexandre de Labetta, Marco Castro e Raul Corrêa da Silva, todos eles membros do Conselho de Administração do Ibracon.

Pocetti iniciou a roda de discussões com a perguntada enviada por um dos participantes da Conferência, que questionava se estamos iniciando mais um ciclo de quatro anos perdidos. Lisboa respondeu que seria importante o governo concentrar esforços nos problemas mais importantes do País, como a aprovação da Reforma da Previdência e a melhora do ambiente de negócios, e elogiou o desempenho do Congresso Nacional: “Nunca vi uma legislatura tão proativa e aberta a temas espinhosos como esta”, ressaltou.

Ainda respondendo aos questionamentos da plateia, Lisboa garantiu que é possível o País retomar a trilha da normalidade, com crescimento entre 1,5 e 3% ao ano, mas dificilmente se tornará uma nação rica em curto prazo.

Perdemos o bônus demográfico e nos tornamos um país que, mesmo jovem, gasta muito com previdência social – e que, ainda por cima, está envelhecendo rapidamente”, alertou.

Futuro da profissão

Em suas explanações, Alexandre de Labetta, Marco Castro e Raul Corrêa da Silva abordaram, principalmente, o futuro da auditoria independente. Corrêa defendeu a importância de investir em pessoas e tecnologia: “Temos espaço para crescer, mas devemos aproveitar este momento para reflexão e desprendimento”, declarou.

Alexandre Labetta enalteceu o valor de agir de forma pragmática, sabendo que o Brasil é um país propenso a crises. “Podemos aproveitar o melhor de cada crise”, sugeriu. E, ao falar sobre as Firmas de Auditoria de Pequeno e Médio Portes (FAPMP), informou: “Nossa profissão está muito calcada em relacionamento. Nesse sentido, ser pequena pode ser uma vantagem”, ponderou.

Quando questionados sobre a existência de um possível excesso de regulação incidente sobre as firmas de auditoria, Castro explicou que não, excessiva ela não é. “Mas, por vezes, é confusa e não é contemporânea”, reconheceu. Corrêa da Silva concordou que regras precisam ser claras. “Mas, para isso, é preciso haver diálogo”, ele ressaltou, adicionando, em seguida, que o diálogo entre as partes tem melhorado bastante no Brasil.

Labetta, por sua vez, destacou que a regulação tem também a prerrogativa de proteger os profissionais. “O mundo se transforma em velocidade exponencial. A tecnologia pode ajudar, e talvez o nosso desafio resida em fazer tudo de uma maneira melhor e mais simples”, completou.

Os conferencistas levantaram, ainda, questões sobre retenção de talentos e até sobre a possibilidade de, futuramente, as firmas de auditoria poderem prescindir do trabalho em campo – hipótese refutada pelos debatedores, que foram unânimes em ressaltar que o diálogo e o relacionamento com o cliente jamais poderiam ser estritamente virtuais.


Por Comunicação Ibracon

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