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Terça-feira, 19 de Junho de 2018

Contexto econômico pode ter contribuído para a alteração da ordem de relevância dos Principais Assuntos de Auditoria em 2017

Tags:conferencia2018

Conferência 2018

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Com moderação de Tadeu Cendón, diretor de Desenvolvimento Profissional do Ibracon - Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, o Painel intitulado “Relatórios de Auditoria” foi o último da 8ª Conferência Brasileira de Contabilidade e Auditoria Independente do Ibracon, realizada nos dias 11 e 12 de junho no Teatro Bradesco, em São Paulo.

Na ocasião, a gerente técnica do Ibracon, Adriana Caetano, apresentou os resultados da pesquisa realizada pelo Ibracon sobre os Principais Assuntos de Auditoria (PAAs) contemplados no Relatório do Auditor emitido sobre as demonstrações contábeis com exercício findo em 31 de dezembro de 2017 comparando, inclusive, com os resultados obtidos pela mesma pesquisa em 2016.

De acordo com a palestrante, as comparações entre os relatórios produzidos em cada ano permitem identificar algumas mudanças, embora com pequenas variações percentuais. O ponto mais importante a ser destacado é que, no geral, o principal PAA dos Relatórios foi relacionado a Receita. Além disso, em sua apresentação, Adriana expôs os PAAs mais recorrentes nos vários setores da Economia: “Em instituições financeiras, chamou muito minha atenção a redução do PAA de instrumentos financeiros, que passou de 52% em 2016 para 35% em 2017", observou.

“No segmento de transporte e logística houve aumento relevante no PAA dos instrumentos financeiros. Em rodovias e aeroportos, ativos e passivos de concessão passaram de 50 para 58%, e em três companhias que não constavam em 2016 passaram a constar em 2017. Além disso, Receita passou a ser o PAA mais mencionado, seguido por Contingência”, elencou, dentre outros dados de diversos setores da Economia. “Uma coisa interessante no segmento de construção e engenharia é que dobrou o número de companhias com PAA de propriedades para investimento”, observou também.

Um ponto para o qual Adriana Caetano chamou atenção foi a mudança – para melhor – da redação dos Relatórios: “Comparando as leituras, a linguagem ficou mais acessível, o que, consequentemente, gera uma melhor comunicação com os investidores. A descrição dos resultados dos procedimentos acordados, em geral, poderia ter um detalhamento melhor”, declarou a painelista.

Além da gerente técnica do Ibracon, participaram do debate Madson de Gusmão Vasconcelos, gerente de Normas de Auditoria da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e Rogério Mota, coordenador da Comissão Nacional de Normas Técnicas (CNNT) do Ibracon.

Questionado sobre a viabilidade técnica de existir um Relatório de Auditoria sem PAA, Rogério Mota respondeu: “Se é possível haver um Relatório de Auditor sem PAA? Sim, em tese, é. Mas é muito difícil analisar isso sem ter conhecimento do assunto”, ponderou. Vasconcelos, por sua vez, observou que “se o Relatório não tem PAA, isso causa no mínimo um estranhamento”.

Sobre as mudanças de PAAs constatadas durante as comparações entre os Relatórios de 2016 e os de 2017, Adriana Caetano reconheceu que a troca de auditor pode ter influenciado a mudança de proporcionalidade, pelo menos em alguns casos, mas creditou às novas circunstâncias políticas e econômicas a principal responsabilidade por essas alterações.

“A priori, a mudança de auditor não deveria influenciar a troca de PAAs. Essas mudanças devem ter mais a ver com o cenário, o momento do País", ponderou Mota. Vasconcelos discordou: “É bom, do ponto de vista do regulador, que a mudança de auditor interfira na mudança de PAAs. É por isso que defendemos o rodízio", disse arrancando reações da plateia, majoritariamente formada por profissionais da área que há muito tempo questionam o rodízio obrigatório.

“Sempre achamos importante o uso de PAAs nos relatórios dos Fundos de Investimentos. A auditoria dessas organizações é mais simples do que a de empresas, e isso nos preocupa um pouco", acrescentou Vasconcelos. "Temos a preocupação de que as firmas padronizem PAAs”, afirmou.

O evento prosseguiu com várias contribuições e questionamentos do público, e Tadeu Cendón aproveitou a oportunidade para ressaltar a importância de se buscar a excelência e os melhores padrões na elaboração dos Relatórios de Auditoria: "O Relatório é o produto final do nosso trabalho", declarou.


Por Comunicação Ibracon

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