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Quarta-feira, 13 de Junho de 2018

A incorporação das novas tecnologias pelas FAPMP foi um dos pontos discutidos em painel sobre o futuro da profissão

Em 11 de junho, primeiro dia da 8ª Conferência Brasileira de Contabilidade e Auditoria Independente do Ibracon, debatedores falaram sobre o perfil do auditor do futuro e da importância de se adequar às inovações

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Após a palestra do professor Miklos Vasarhelyi, que abordou o futuro da profissão, seguiu-se um debate sobre o mesmo tema. Com mediação de Eduardo Pocetti, presidente do Conselho de Administração do Ibracon – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, a troca de ideias contou com as participações do próprio Vasarhelyi e também de Charles Krieck, presidente da KPMG no Brasil e América do Sul; Cláudio Camargo, sócio líder de Auditoria da EY; e Eduardo Camillo Pachikoski, presidente da PP&C Auditores Independentes. Para melhor cobertura dos diversos aspectos dessa discussão, o painel foi dividido em três subtemas: pessoas, tecnologia e a visão das Firmas de Auditoria de Pequeno e Médio Portes (FAPMP).

“O futuro da profissão já chegou”, resumiu Eduardo Pocetti, antes de passar a palavra Krieck, que iniciou sua explanação com um resumo de como deverá ser o perfil do auditor a partir dos novos cenários que se delineiam.

“Esse profissional precisará ter conhecimento de processos e tecnologias, além de exímia comunicação com os clientes”, afirmou. Segundo ele, a necessidade de as firmas se adequarem às novas demandas tecnológicas tem estimulado a contratação não somente de contadores, mas também de engenheiros, administradores e tecnólogos.

“Tem sido um desafio encontrar profissionais dispostos a entrar na profissão”, constatou, acrescentando: “Precisamos parar de nos auto sabotar. A gente pode mudar um pouco discurso, lembrando, por exemplo, que embora trabalhemos muito, a atividade é gratificante".

Krieck apontou a necessidade de as firmas e entidades de auditoria ficarem ainda mais próximas da academia, bem como do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e dos Conselhos Regionais de Contabilidade (CRCs), para “analisar como permitir o ingresso de especialistas não-contadores nas firmas de auditoria, para que possam trazer suas expertises, e depois terem a Contabilidade como uma segunda profissão”. Ele ressaltou que o desempenho de um bom profissional deve-se, no máximo, a 10% das aulas teóricas que ele teve: “Outros 20% resultam da troca de conhecimentos com interlocutores diversos, e 70% da prática”.

Ele também destacou que o fato de, atualmente, ser possível coletar dados do cliente muda a forma como o auditor trabalha. “Ele pode iniciar a auditoria até sem estar no cliente”, lembrou. “Outro desafio é o ensino a distância. A forma como vamos passar o conhecimento para as pessoas é cada vez menos presencial. Aliás, as companhias aéreas devem começar a ver como suas principais concorrentes não as rivais do mesmo nicho, mas os serviços de streaming”, brincou. “Também há uma carga violenta nas firmas de auditoria para capacitar para o idioma inglês”.

As expectativas das novas gerações em relação ao futuro profissional também mudaram muito, como Krieck fez questão de ressaltar. “Meu sonho era virar sócio, mas agora não é mais assim. Os novos profissionais também são desafiados, cada vez mais, a obter uma especialização em setores da indústria, e de ter a capacidade de atuar regional e internacionalmente”, ele assinalou. “Oferecer a possibilidade de atuar regionalmente ou globalmente tem sido um fator relevante de retenção dos profissionais”.

A exposição de Claudio Camargo focalizou a questão das tecnologias e da atuação conjunta aos órgãos reguladores. “Ambiente regulatório sempre existiu. Se é mais rígido agora, devemos ver isso como algo positivo. Os softwares de auditoria são ferramentas auxiliares importantes, que podem ser acompanhadas até pelos clientes”, destacou.

Camargo também observou que as firmas de auditoria estão sendo cada vez mais desafiadas a trabalhar com informações completas: “Se não nos prepararmos, as firmas de auditoria arriscam-se a não sobreviver”, alertou.

Pachikoski falou a respeito dos desafios das FAPMP. “Dispor de tecnologias impacta a duração de um projeto, e ainda que exija investimentos, estes não são um bicho de sete cabeças”, comentou, em tom bem-humorado. “Hoje existem softwares de auditoria que podem ser adquiridos a preços acessíveis. O fato é que nenhuma firma pode deixar de incorporar as inovações tecnológicas a seus processos”, resumiu o especialista.


Por Comunicação Ibracon

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