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Quarta-feira, 13 de Junho de 2018

Debatedores da 8ª Conferência do Ibracon enfatizam importância da IFRS 17

Segundo Amaro Gomes, do IASB, cerca de 450 companhias de seguros serão impactadas pelas novas regras, que devem valer a partir de 2021. Painel sobre o tema foi mediado por Monica Foerster, diretora de FAPMP do Ibracon

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O segundo dia da 8ª Conferência Brasileira de Contabilidade de Auditoria Independente do Ibracon – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil e, promovida nos dias 11 e 12 de junho no Teatro Bradesco, em São Paulo, iniciou com o painel “Atualidades das IFRS”, com mediação de Monica Foerster, diretora de Firmas de Auditoria de Pequeno e Médio Portes (FAPMP) do Instituto.

Amaro Gomes, membro do Board do International Accounting Standards Board (IASB), apresentou a palestra "IASB: Agenda de trabalho e perspectivas". Ele destacou que a IFRS 17 é um modelo contábil único para contratos de seguro, impactando cerca de 450 seguradoras listadas em Bolsa. "Por ser a primeira IFRS aplicada a contratos de seguros, precisamos ter todo um trabalho de suporte à sua implementação”, explicou. “Desde a edição do pronunciamento, em maio passado, tivemos 70 reuniões com investidores, analistas, grupos mistos e agências de notas de crédito. O feedback tem sido positivo no que se refere à transparência, informação sobre performance, consistência com outras indústrias e divulgação (disclosures). Mas há uma preocupação com julgamento profissional e com as opções contábeis", afirmou o palestrante.

"O feedback dos preparadores mostra que o custo de implementação é a principal preocupação, embora haja mitigadores relevantes, dentre os quais destaco a integração entre gestão de risco, contabilidade e regulação”, acrescentou Amaro. “As novas ferramentas de tecnologia só serão eficazes se houver padrões globais de integração".

Amaro observou que, recentemente, o IASB emitiu o documento de Estrutura Conceitual, que constitui a base para o desenvolvimento e a aplicação de normas IFRS. "Esse documento traz conceitos fundamentais, de ativo, passivo, mensuraçāo, patrimônio, receita etc.", informou o integrante do IASB, que também expôs um cronograma de implementação das Normas: em 2018, entram em vigor as IFRS 9 e IFRS 15; em 2019, a IFRS 16, que se refere a leasing e elimina o conceito de arrendamentos operacionais e financeiros para arrendatários presentes no IAS 17, substituindo-o por um único modelo contábil, segundo o qual todos os arrendamentos, incluindo ativos imobilizados, passam a ser considerados no balanço como um “ativo de direito de uso”,  tendo como contrapartida um "passivo de arrendamento"; e, em 2021, o IFRS 17.

Amaro detalhou como o IASB atua para o desenvolvimento e a introdução de cada nova norma -  um trabalho que, dentre muitos passos, envolve estudos, análises e interação com outras instituições. "A IFRS 17 pode representar desafio significativo, inclusive para contratos simples e de curto prazo", observou.

O palestrante seguinte foi Jorge José Gil, vice-presidente do Grupo Latinoamericano de Emisores de Normas de Información Financiera (Glenif). Ele falou sobre a posição da América Latina em relação à adoção das normas internacionais. “O processo de implementação na América Latina é bastante díspare". Em seguida, ele apresentou diversos exemplos de descompasso na implementação das normas nos vários países do continente.

"Não podemos atuar separadamente em cada país. O ideal seria estabelecer um maior relacionamento entre os distintos países da América Latina, com o objetivo de firmar procedimentos uniformes de adoção. Devemos priorizar um único padrão de normas contábeis, para facilitar a compreensão pelos usuários e promover um intercâmbio de cultura e aprendizado, capacitando os professores acerca dos conceitos centrais das IFRS, e inclusive inserindo estes conteúdos nos cursos universitários de formação de contadores", sugeriu.

A terceira apresentação deste painel coube ao superintendente de Normas Contábeis e de Auditoria da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), José Carlos Bezerra. Ele destacou que, na busca pela qualidade da informação, a CVM moveu-se na direção da internacionalização dos padrões de contabilidade. “Foi necessário pleitear mudanças na legislação, e o Brasil ingressou no universo da aplicação de normas internacionais. A busca da consistência é altamente desejável para produzir informações úteis", disse.

Edison Arisa Pereira, coordenador técnico do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), declarou que os principais desafios atualmente impostos à entidade que representa são a implementação da IFRS 16, que altera a estrutura patrimonial das empresas, e também das IFRS 9, IFRS 15 e IFRS 17. "Incentivo a todos que entrem no site do CPC, para conhecerem melhor o que estamos realizando", incentivou.


Por Comunicação Ibracon

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