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Terça-feira, 12 de Junho de 2018

Segundo Miklos Vasaherlyi, da Rutgers Business School, o futuro da auditoria será baseado nas tecnologias disruptivas

Tags:conferencia2018

Inteligência artificial, blockchain, Big Data e uso de dados exógenos estão entre as tendências apontadas pelo palestrante

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“O Futuro da Auditoria: Big Data, Métodos Analíticos, Automação de Processos Robóticos, Dados Exógenos e Integração de Processos”: este foi o título da palestra ministrada por Miklos A. Vasaherlyi, professor da Rutgers Business School e diretor do Centro de Pesquisa Contábil da Rutgers e do Laboratório de Auditoria Contínua (CarLab). 

“Húngaro com alma carioca”, como ele mesmo se classifica, Vasaherlyi passou a maior parte da infância e juventude no Rio de Janeiro. Graduou-se em Engenharia Elétrica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e em Economia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, mas mudou-se para os Estados Unidos e lá trilhou toda a sua carreira acadêmica. É PhD em Sistemas de Informação de Gestão pela Universidade da Califórnia e presta consultoria para empresas e governos.

Vasaherlyi comentou que é bem difícil atrair os estudantes de hoje para a carreira de auditor. “Imaginam que se trata de um trabalho tedioso, mal remunerado e que exige muitas horas de trabalho”, afirmou. Em seguida, ele se pôs a mostrar de que maneiras as novas tecnologias podem não apenas mudar a percepção dos jovens acerca da profissão, como também torna-la, de fato, muito mais gratificante.

“A automação de processos robóticos, o reenquadramento da auditoria, rumo à asseguração em diversos aspectos, e o re-skilling – ou requalificação – do auditor não deixam a carreira ser nada tediosa”, garantiu. “A prática de auditoria contínua, que produz resultados simultaneamente, ou em um pequeno período de tempo após a ocorrência de um evento relevante, tende a racionalizar a jornada de trabalho”, destaca o professor. “Do mesmo modo, as dinâmicas de remuneração também estão se transformando dentro das empresas”.

A automação de processos robóticos (RPA) consiste em um software que automatiza tarefas rotineiras, volumosas e repetitivas, que seguem dados e são padronizados. “Os robôs RPA conduzem o trabalho da mesma maneira que os humanos o fazem por meio da camada de apresentação de software”, afirmou o professor.

Vasarhelyi lembrou ao público que estamos na era da Big Data, ou seja: temos uma imensa quantidade de informações a respeito dos mais diversos assuntos, e todo esse “estoque de dados” pode e deve ser utilizado, cada vez mais, para a prática da auditoria. “Muitas vezes, o uso de dados exógenos pode gerar uma nova abordagem ou conclusão”, explicou.

O palestrante apresentou o projeto RADAR, coordenado por ele, e que tem por objetivos facilitar a maior integração da análise de dados com o processo de auditoria, além de demonstrar, por meio de pesquisa, como isso pode efetivamente levar a avanços na profissão de contador público. “Os projetos de pesquisa do RADAR, atualmente, são focados em Seleção Multidimensional de Dados de Auditoria, Mineração de Processos (process mining) e Visualização”, elencou Vasarhelyi.

Esclarecendo item por item, ele demonstrou que a Seleção Multidimensional de Dados de Auditoria pretende obter avanços na capacidade de processamento de dados e nas técnicas de análise de dados. “Dessa forma, os auditores terão condições de avaliar toda a população, em vez de examinar apenas uma determinada amostragem”, assinalou. De acordo com ele, os dados são submetidos a duas etapas: na primeira, os dados são submetidos a um “filtro de riscos significativos”, e na segunda, é aplicada a técnica de análise de dados, que estabelece exceções, priorizações etc.

O process mining, por sua vez, permite avaliar a eficácia dos processos internos, analisando variantes diversas.
O terceiro projeto, “Visualização”, tem como objeto de desenvolvimento um gráfico de dispersão tridimensional, para investigar o relacionamento entre mais de três valores e identificar potenciais riscos. “O gráfico em 3D fornece mais informações que o 2D”, elucidou.

Vasarhelyi finalizou a palestra com uma descrição do que ele imagina que será a nova auditoria: baseada em Big Data, com amplo uso de inteligência artificial – mas em soluções menores, bem focalizadas – e com amplo uso de blockchain e contratos inteligentes.

 
Por Comunicação Ibracon
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