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Segunda-feira, 11 de Setembro de 2017

Selos de mercado são bons 'filtros' para investidores

Por Gabriel Proiete de Souza

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Uma das principais dificuldades em atuar no mercado financeiro é saber qual ação escolher. Especialistas apontam que os chamados selos podem ser importantes ferramentas nessa hora, de modo a possibilitar maior transparência para aplicar o seu dinheiro.

Embora esses "filtros" como o de governança corporativa - reiterados de maneira incisiva pela B3 por meio de um modelo ideal com os respectivos níveis, com 'Novo Mercado' sendo o maior deles - ainda não sejam unanimidade já que o tamanho das empresas é o principal fator de atração ao atuar na bolsa, esses "atestados" de qualidade devem ser levados em conta.

"Isso [importância dos selos], infelizmente, ainda é pouco observado pelo investidor. Muitas vezes, a pessoa física não dá tanta importância por não entender sobre os diferentes níveis, entre outros aspectos. O investidor 'individual', que tem pouco conhecimento, vai procurar a empresa que conhece. Mas existem companhias grandes que têm níveis de governança bem complicados, mas caso seja conhecida, investirão nela", avalia o analista-chefe da Geral Investimentos, Carlos Müller.

A principal função, na prática, dos selos de governança é dar mais segurança aos pequenos investidores, que decidem apostar em uma determinada empresa. Com a maior transparência nas informações, o investidor terá maiores garantias ao saber onde estará investindo. Os tag longs dos níveis estipulados pela B3 em parceria com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) são exemplo disso, uma vez que, de acordo com o nível 1 ou 2, os menores acionários terão direito a uma oferta similar (de 80% a 100% em ações ordinárias e ações preferenciais nominativas) em caso de uma negociação de compra com grandes investidores.

"O que é interessante, do ponto de vista prático, é a maior igualdade, ou pelo menos um equilíbrio maior, dentro do mercado para os investidores minoritários, que em caso de venda da empresa terão os mesmos direitos dos majoritários em receber o valor que lhe cabe. Podemos observar que isso condiciona uma base acionária melhor, com bons frutos, como todos os acionistas tendo direito a voto, de acordo com seu respectivo peso, por exemplo", elucida o analista de investimentos da Guide Investimentos, Luis Gustavo Pereira.

Selos operacionais são outros certificados que podem servir bem às empresas como exemplo de um bom trabalho no mercado de capitais. Tipos como o de Execution Broker (que avalia a estrutura de organização e de tecnologia para as negociações), Agro Broker (que cuida da estrutura da consultoria, assessoria de commodities agropecuárias), Carrying Broker (que qualifica a capacidade e estrutura para gerenciamento de risco, liquidação, administração de colaterais, serviços de custódia e consolidação de posição), entre outros tipos de qualificações.

Outros selos menos exigidos também podem fazer diferença para o consumidor mais engajado e com maior ímpeto de escolher a empresa ideal para investir, como o Índice de Sustentabilidade empresarial, cujo objetivo é criar a compatibilidade entre o mercado e as demandas sustentáveis. "Existe um movimento que tenta alavancar esses aspectos e mostrar a importância, mas ainda não é algo generalizado", destaca Müller.

"É algo que vem para desenvolver, dar mais segurança aos investidores, mais direitos, um incentivador para o número de pessoas que investem em ações, que é baixo, enfim cresça", afirma Pereira.

O impacto dos selos pode ser mensurado com o preço das ações, que sobem mais em empresas com bons índices de governança - explicadas pela maior confiança dos investidores. "O índice de empresas listadas no Novo Mercado estão tendo um desempenho acima de outras, como as presentes na Ibovespa", diz Pereira. As ações que compõem o Novo Mercado cresceram 20,2% na atual comparação anual com 2016, enquanto as da Ibovespa tiveram alta de 17,6%.

"Pode existir uma correlação do crescimento do mercado com esses selos. Quando o investidor tiver mais confiança em relação às empresas e com o mercado no geral, e isso passa por níveis de governança e sustentabilidade maiores, chegaremos lá", finaliza Müller.

Fonte: DCI - 11/09/2017
 

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