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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2017

Empresas apostam em governança corporativa para atrair investidores

Por Izabela Bolzani

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As empresas de capital aberto tendem a apostar mais fortemente em governança corporativa à espera da regulação definitiva do Novo Mercado, pela BM&FBovespa. O objetivo seria comprovar transparência administrativa para atrair mais investidores.

A revisão, prevista para ser aprovada em junho deste ano, é para flexibilização das regras do segmento de Novo Mercado - o qual reúne as companhias com as melhores práticas de governança corporativa - e é feita com dois viés importantes ao mercado de capitais.

De um lado, o atual cenário político e econômico do País tem impulsionado as empresas a investirem em compliance, principalmente como forma de melhorar o controle financeiro e administrativo e comprovar a transparência de seus processos aos investidores.

E com a necessidade de atrair recursos, de acordo com Leonardo Cotta, sócio da área de fusões e aquisições do Siqueira Castro Advogados, o momento é "muito propício" para a revisão das regras no segmento.

"O compliance está na moda e precisa ser constantemente evoluído. Os fatores políticos do País, como a Lava Jato, geraram uma onda de pessimismo que precisa ser abatida", identifica o especialista. Ele ressalta que, tanto para empresas quanto para investidores, "é um novo padrão que começa a se impor no Brasil".

"A mudança é positiva. As empresas começam a adotar regras de governança para se tornarem menos vulneráveis a um momento de instabilidade, ao mesmo tempo em que colocam a solidez e transparência necessária para atrair o investidor", resume o advogado.

'Direito sagrado'

Para os especialistas entrevistados pelo DCI, no entanto, apesar de a flexibilização das exigências no Novo Mercado abrir oportunidades para trazer mais empresas ao segmento e atrair um maior volume de abertura de capital no geral, o investidor ainda fica com " um pé atrás" com as mudanças.

"A rentabilidade aumenta para a BM&FBovespa [Bolsa de Valores de São Paulo] e para as empresas, que aprimoram seus processos. Mas o investidor fica preocupado com a mudança. Ele quer o seu direito sagrado", avalia o professor de administração da Saint Paul Escola de Negócios, José Roberto Savoia.

O "direito sagrado" seria a garantia de que a flexibilização das exigências não colocaria novas empresas ao segmento, como também não abriria espaço para alterações negativas no preço das ações.

Para Isabella Saboya, membro do conselho de administração do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), mesmo com os esforços da bolsa, ainda "estamos atrasados" na comparação com o cenário internacional.

"Há alguns itens das propostas que os investidores estrangeiros aprovam, mas nos quais ainda estamos bastante atrasados. Isso ser aprovado em junho, por outro lado, já é uma evolução para o mercado", avaliou a executiva do IBGC ao jornal DCI.

"Ainda precisa consolidar algumas discussões com o mercado. É preciso encontrar um meio termo entre a rigidez e a flexibilidade. Mas é uma pauta que vai para frente, principalmente porque está na hora de ter uma mudança de modo a mostrar uma base sólida de investimentos no País", afirma Cotta, da Siqueira Castro.

'Concretizar expectativas'


No caso das expectativas da bolsa brasileira em relação às ofertas públicas iniciais de ações (IPOs), o cenário continua difícil, apesar das expectativas positivas expressadas pela BM&FBovespa.

Segundo os executivos, a falta de segurança macroeconômica ainda impede uma definição de fluxo de caixa para a projeção das vendas dos IPOs.

"As empresas seguem mais conservadoras e, por mais que ainda haja aquelas que façam a oferta pública, o preço das ações ainda deve ficar mais perto do piso do que do teto", analisa o professor da Saint Paul Escola de Negócios.

Ele acrescenta que o empresário está mais voltado em fazer a emissão dos papéis ser um "sucesso" do que em "maximizar o preço da ação".

"O que a gente pode esperar é que, progressivamente, comece a ter uma valorização maior. Só então as empresas, quando eventualmente sejam mais demandadas e apresentem maior charme para os investidores, podem vir ao mercado com cotações um pouco maiores", pondera Savoia.

Já de acordo com Ricardo Couto, professor de finanças do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), "a palavra do momento é concretizar as expectativas que foram criadas". "O capital do investidor internacional ainda não veio e, até que isso aconteça, não veremos os IPOs", conclui.


Fonte: Jornal DCI-15/02/2017
 

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