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Quinta-feira, 14 de Abril de 2016

Bolsa brasileira atrai atenção externa e lidera em rentabilidade no mundo

Por Ernani Fagundes

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A rentabilidade em dólar dos ativos de renda variável (ações) no Brasil nesse início de 2016 está atraindo a atenção de investidores estrangeiros para o nosso mercado. Esse público registra entrada líquida de R$ 11 bilhões na bolsa local até 8 de abril último.

A tendência diante do cenário de mudança política é de mais aportes no curto prazo. De acordo com levantamento da S&P Dow Jones, o índice S&P Brazil BMI obteve rentabilidade de 27,79% no primeiro trimestre de 2016, superando seus principais concorrentes emergentes do grupo dos BRICS, como a Rússia (14,91%), a África do Sul (14,63%), a Índia (-3,07%) e a China (-10,31%).

Na comparação regional, a performance brasileira também supera os índices S&P do Chile (12,87%), Colômbia (21,78%), México (7,64%), e Peru (25,81%), e supera a média de 18,2% da América Latina.

Quanto a verificação com os principais mercados globais, os Estados Unidos mostraram valorizaram de 1,35% no primeiro trimestre de 2016, enquanto os índices S&P da Europa recuaram 2,36%.

Mas por outro ângulo, num horizonte de 5 anos até março último, o índice S&P relativo ao Brasil registra o pior desempenho global (-58,52%), com resultado inferior a Rússia (-49,12%), a Índia (-12,31%), África do Sul (-7,03%), China (5,68%), e ofuscado pelos ganhos de 14,95% na Europa e pela rentabilidade expressiva de 72,95% dos EUA.

Em entrevista ao DCI, o analista de índices sênior da S&P Dow Jones Indices, Christopher Bennett, considerou que a América Latina teve uma grande retomada no primeiro trimestre, com um dos melhores desempenhos do mercado global. "A região como um todo foi beneficiada por um dólar mais fraco, motivado em parte pelo anúncio do Fed (Federal Reserve) de que as taxas serão mantidas baixas por mais tempo do que o previsto anteriormente. A recuperação dos preços das commodities também teve um impacto maior na América Latina do que nos EUA e na Europa, por exemplo", afirmou Bennett.

Questionado sobre os principais fundamentos econômicos que poderiam justificar uma valorização da bolsa brasileira em 2016, o analista da S&P ponderou os riscos.

"O crescimento contínuo do Brasil em 2016 vai depender de alguns fatores. Para grandes exportadores, por exemplo, a performance do mercado vai depender do preço das commodities exportadas.", disse.

Ele afirma que se o preço das commodities continuar a subir isso pode ser bom para a América Latina. "Março foi um dos meses mais positivos para as commodities que vimos em um bom tempo", considerou.

"Além disso, há alguns fatores de risco específicos de cada país que, especialmente para o Brasil, incluem o impacto da turbulência política. O avanço deste fator pode ter um grande impacto no mercado brasileiro, para melhor ou para pior", alertou Christopher Bennett.

Outros indicadores

Entre os diferentes índices de ações calculados pela S&P Dow Jones, a carteiras do Mercado Integrado da América Latina (Mila) formado por México, Peru, Colômbia e Chile tiveram valorização entre 11,11% do Aliança do Pacífico Financials; 12,24% no índice México Seleção Doméstica; 12,44% no índice Seleção Aliança do Pacífico; 17,47% do Mila Andino 40; até a máxima de 21,21% da carteira Mila Aliança do Pacífico Materiais. Pelo mundo, o índice S&P Asia 50 mostrou retorno de 2,16% no trimestre, e o ASX All Australian 50 ganho de 0,82%.


Fonte: Jornal DCI-14/04/2016

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