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Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011

Para órgão americano, rodízio aumenta risco de fraude nos balanços

O conselho federal de contabilidade dos Estados Unidos (AICPA, na sigla em inglês) se posicionou contra o rodízio obrigatório de firmas de auditoria durante a atual audiência pública sobre o tema.

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O conselho federal de contabilidade dos Estados Unidos (AICPA, na sigla em inglês) se posicionou contra o rodízio obrigatório de firmas de auditoria durante a atual audiência pública sobre o tema.

Em carta encaminhada ao órgão americano que regula as auditorias (PCAOB, na sigla em inglês), o AICPA disse que a rotação tem mais potencial de prejudicar a qualidade da auditoria que de melhorá-la, além de ser alternativa muito cara para as firmas.

Mais do que isso, o AICPA defende que a rotação pode aumentar o risco de fraude nos balanços. Para justificar essa percepção, o órgão cita um estudo acadêmico que aponta que as demonstrações financeiras fraudulentas são mais prováveis de ocorrer nos primeiros três anos da relação entre a empresa e a firma contratada.

A mesma pesquisa conclui ainda que não há indícios de que o risco de fraude aumente quando o tempo de parceira é maior.

"Parece que a justificativa da diretoria [do PCAOB] para rodízio é baseado numa suposição infundada de que o resultado das inspeções [do PCAOB nas firmas] são fruto de uma falta de objetividade e ceticismo profissional do auditor, e que isso poderia ser resolvido com o rodízio obrigatório", escreveu o AICPA.

Segundo o AICPA, pesquisas apontam que a experiência profissional e o conhecimento institucional são fatores que com potencial de melhorar a qualidade das demonstrações. "A rotação obrigatória claramente iria prejudicar a capacidade do auditor de acumular conhecimento e experiência institucional", afirmou a associação de auditores.

O AICPA acredita também que a troca obrigatória poderia ter um impacto severo na auditoria de multinacionais. "O trabalho em multinacionais poderia ficar extremamente difícil de gerir, se os países tiverem as exigências do rodízio com períodos de rotação diferentes."

A rotação de auditorias também está em discussão na Comunidade Europeia (CE). No Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já se posicionou a favor do rodízio que volta a valer a partir do próximo ano, apesar das críticas do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon).

Fonte: Valor Econômico - 16/12/2011
 

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