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Terça-feira, 14 de Junho de 2016

Transparência e ética no desenvolvimento

Por Idésio Coelho

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Recente estudo da Federação Internacional dos Contadores (IFAC), entidade que representa quase 3 milhões de profissionais de todo o mundo, incluindo os que atuam como auditores independentes, demonstra que a profissão contribui com valor agregado de US$ 575 bilhões anuais para a economia global.

Esse dado já seria suficiente para evidenciar a relevância da categoria para o sucesso dos novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), adotados em 2015 pela Organização das Nações Unidas.

O documento orienta os esforços da humanidade nos próximos 15 anos, visando mitigar as mudanças climáticas e a miséria e prover saúde, educação, inclusão, alimentação e vida de melhor qualidade.

Entretanto, o conceito mais contemporâneo de desenvolvimento sustentável não se limita à prosperidade material. Baseia­se num modelo de civilização economicamente viável, socialmente justa e ambientalmente correta.

Nesse contexto, é interessante observar que o estudo da IFAC deixa claro que o trabalho dos profissionais da contabilidade é essencial no âmbito dos três eixos.

Sim, pois a contabilidade e a auditoria independente contribuem para que as nações tenham um sistema mais robusto de controle do fluxo de suas finanças no governo, nas empresas e entidades da sociedade civil.

Quando a transparência e a prestação de contas melhoram, as organizações de todos os segmentos e as instituições ficam fortalecidas. Desencadeia­se, assim, um círculo virtuoso, sem o qual não será possível atingir as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Afinal, empresas com saúde financeira e postura ética e transparente desenvolvem melhores condições de atuar no Terceiro Setor, somando­se aos esforços de inclusão de pessoas nos benefícios da economia e de redução das disparidades socioeconômicas.

Cada qual, nas possibilidades de seu porte e resultados, contribui para o bem comum.

Do mesmo modo, governos bem geridos em termos fiscais e orientados pelo pressuposto da lisura fazem com que o Estado cumpra de modo mais eficiente suas responsabilidades de servir ao povo, e não servir­se dele.

Isso, na prática, significa mais investimentos em prioridades, como saúde, educação, saneamento básico, promoção social, infraestrutura, meio ambiente e formação profissional. Ou seja, tudo o que as populações e a civilização global precisam para que se cumpram os propósitos da nova agenda da ONU.

No Brasil, como em numerosos países, os profissionais da contabilidade, incluindo os auditores independentes, vêm atendendo de modo assertivo aos desafios mais amplos que a nova realidade mundial impõe à profissão.

Têm sido proativos na valorização de posturas éticas, buscando influenciar positivamente as organizações dos setores público e privado para que se orientem pela transparência, probidade e governança eficaz. Nosso país, como se observa no presente cenário, precisa muito disso. Que as respostas sejam rápidas e positivas.

Idésio Coelho é presidente do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon).

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